Mulheres que amam Sex Shop
O Brasil está entre os 10 maiores consumidores de produtos eróticos do mundo graças, sobretudo, às mulheres. De fato, as estatísticas revelam que, no mercado brasileiro, são elas, em 70% dos casos, responsáveis pela compra de produtos eróticos. Mais que isso. As mulheres também são as vendedoras, cuja participação é apontada pelas estatísticas e por empresários do setor como alavancadora do comércio. Os números foram divulgados em abril pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME).
Para se ter uma noção, a Loja do Prazer, que vende esses produtos eróticos apenas pela Internet, entrega por mês cerca de 10 mil pedidos para todo o país e 80% deles são feitos por mulheres. É fato, as grandes clientes das butiques eróticas espalhadas pelo Brasil são do sexo feminino.
As cifras da indústria nacional, que aumentou em 80% seu faturamento nos últimos quatro anos, confirmam os dados. Os empresários comemoram o salto significativo no que corresponde à comercialização de artigos de sexshop.
Bem, os dados mostram crescimento e isso ocorre porque as pessoas compram cada vez mais os brinquedinhos e acessórios ofertados dentro da intimidade de um sex shop.
E se compram é porque, aos poucos, quebram os tabus do sexo e se rendem ao prazer das mais diversas formas, cores e tamanhos.
O La Femme entrevistou algumas mulheres poderosas, inteligentes, que pagam suas contas e não sentem a menor vergonha em assumir seu lado “safado” e que usam e abusam dos apetrechos eróticos.
A produtora cultural Carolina tem 32 anos, saiu de um relacionamento longo recentemente e “fechou para balanço”. Ela conta que a sua primeira ida a um sex shop aconteceu dois meses depois da separação, fase onde o seu tesão acordou e ela só pensava em sexo.
- “Foram cinco anos juntos e eu não tive mesmo outras pessoas pois achava o nosso sexo delicioso, mesmo no último ano, onde nem transávamos direito. Cheguei a sugerir uns brinquedinhos para colocar lenha na fogueira e a reação dele foi péssima. Confesso que em nossas últimas transas, fechava meus olhos e pensava num vibrador enorme. Separamos pela falta de um sexo gostoso, com pegada. Meses depois, acordei suada por causa de um sonho erótico e decidi visitar um sex shop com a intenção de comprar o vibrador dos meus sonhos. Hoje, sou uma cliente da loja e me satisfaço sozinha quando fico a fim”, conta Carolina.
Elas buscam produtos de sexshop como estratégia para apimentar as relações ou para desvendar os pontos de prazer do próprio corpo. Como é o caso da esteticista Jaqueline, 47 anos.
Há pelo menos 10 anos, ela usa produtos eróticos. Começou para agradar ao namorado, que gostava do brilho no corpo deixado pelo óleo de massagem. Até que ele sugeriu um curso de massagem sensual e ela topou na hora. Com o apoio do parceiro, Jaqueline venceu as barreiras e encarou aulas para aprender a fazer um streaptease de tirar o fôlego e passou a incentivar as amigas a irem a um sexshop.
- “Apimenta muito a relação, inova. Quando a gente começa a conhecer novos produtos e a experimentar as sensações, o outro também começa a investir mais. O mercado melhorou muito e agora encontro brinquedinhos para o casal. Nossa, me sinto uma expert no assunto hoje e adoro seduzir o meu amor com essas coisinhas”, diz ela.
Variedade e muita criatividade
A indústria dos sex shops no Brasil oferece ao consumidor um mix de cerca de 12 mil itens. Não é pouco se considerarmos que, no mundo, há cerca de 70 mil itens. O mercado é grande, mas ainda falta tecnologia para concorrer com fabricantes como a China, os Estados Unidos e países como Alemanha e Inglaterra. Os produtos chineses representam 70% das vendas em todo o mundo.
- “Apostamos na criatividade para inventar produtos, já que não temos tanta tecnologia. A idéia deu muito certo”, releva Paula Aguiar, presidente da Abeme.
Entre os fabricantes mais criativos está a marca Desejos e Prazeres, dos irmãos Saggiori, que tem até pó que faz ejacular colorido, o Hypnotic Dreams, em reverência a Hypnos, Deus do Delírio. Um dos produtos da marca, o Clone Chocolate “copia o melhor do namorado”. Você pode copiar qualquer parte do corpo do amado e transformar em barra de chocolate para se lambuzar depois. Uma delícia!!!
Produtos atraentes não faltam, de vibradores de todos os tipos e formatos a fantasias e línguas artificiais para simular o sexo oral. Esses artigos costumam ser sutis e até mesmo engraçados como, por exemplo, vibradores em forma de batom ou em formatos de ursinhos de pelúcia. Há vibradores para casais, elétricos e até resistentes a água. Os modelos mais comprados são os que têm formas diferentes – principalmente de bichinhos fofos, como coelhinhos e golfinhos, e que estimulam mais de um ponto, por exemplo, os que possuem estimulador clitoriano.
Outra opção são as lingeries sedutoras para estimular aquele clima que antecede o sexo. Tudo vale quando a ideia é apimentar a transa. Na busca incessante pelo prazer, nada como visitar os sex shops e dar uma conferida nos inúmeros acessórios e apetrechos para incendiar os lençóis. Ter vergonha é coisa do passado.
O perfil da consumidora brasileira:
- 29,7 anos é a média de idade das consumidoras;
- 71,9% são casadas ou em relacionamentos sérios;
- 57,6% preferem ir com as amigas à sexshop, 32,6% vão sozinhas e apenas 9,8% preferem ir com o marido;
- 88,6% preferem comprar cosméticos sensuais, como óleos, géis e cremes;
- 50% consideram importante a opinião dos atendentes e/ou vendedores;
- 57% não se sentem confortáveis com o atendimento masculino ou quando há homens por perto durante a compra;
- 53,7% das mulheres entrevistadas para essa pesquisa afirmaram que participariam de cursos e eventos nas lojas de sexshops ou em outros locais.
O que as mulheres mais compram:
Bolinhas que estouram
Géis e cremes para sexo oral
Velas e óleos de massagem
Lingeries, fetiches e fantasias
Próteses e vibradores
O que os homens compram:
Géis e cremes excitantes
Géis para sexo anal
Produtos que prometem aumentar o pênis
Filmes pornográficos
Próteses e vibradores
Fonte: Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME)

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